Estatística
Metodologia de Análise de Dados
Estrutura estatística, fórmulas matemáticas e critérios de higienização de dados empregados no AutoFipe.
1. Coleta e estruturação da Tabela FIPE
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) apura mensalmente os preços médios de oferta para venda à vista no mercado nacional de veículos novos e usados. Na metodologia original da Fundação, descartam-se os valores extremos (caudas inferior e superior da distribuição amostral) para evitar que veículos sinistrados ou de coleção distorçam a média aritmética.
O banco de dados do AutoFipe sincroniza mensalmente todas as tabelas de referência desde janeiro de 2001, vinculando cada registro à sua chave primária composta por: Código FIPE + Ano-Modelo + Tipo de Combustível + Mês de Referência.
2. Taxa Anual Composta de Depreciação (CAGR)
Para comparar de maneira justa veículos lançados em épocas distintas (por exemplo, uma versão monitorada há 18 meses contra outra monitorada há 48 meses), a média aritmética simples é inadequada por ignorar o efeito composto da desvalorização sobre o saldo residual. Por isso, adotamos a fórmula da Taxa de Crescimento Anual Composta (Compound Annual Growth Rate — CAGR):
Além do CAGR histórico completo, calculamos separadamente a variação móvel dos últimos 12 meses (Dep_12M) e dos últimos 24 meses (Dep_24M) para capturar mudanças recentes de tendência de mercado.
3. Integração com a Fenabrave e Índice de Liquidez
Um veículo pode apresentar baixa queda nominal na Tabela FIPE simplesmente por ter pouquíssimos anúncios ativos, mas levar meses para encontrar um comprador real. Para resolver esse ponto cego, o AutoFipe cruza os modelos da FIPE com os relatórios mensais de emplacamentos e transferências da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), classificando a liquidez relativa do modelo dentro de sua categoria.
4. Limitações de uso e recomendação técnica
Qualquer índice estatístico nacional expressa uma referência central para veículos em estado médio de conservação e quilometragem padrão (10.000 a 15.000 km/ano). Fatores individuais como histórico de colisões, passagem por leilão, manutenção preventiva documentada, estado de pneus e particularidades fiscais estaduais alteram substancialmente o valor real de fechamento.
Recomendamos invariavelmente a realização de laudo de vistoria cautelar estrutural e inspeção mecânica presencial antes da conclusão de qualquer negócio.